É possível evitar o estresse?

É possível evitar o estresse?

Mulher relaxada com notebook no colo, uma xícara na mãe e acariciando um gato.

Descubra se existem formas de evitar ou controlar o estresse presente no seu dia a dia 

por Hellen Barbosa 

Levando em consideração o ponto de vista biológico, o estresse, segundo os cientistas, é uma característica totalmente funcional e que pode ter sido um fator fundamental para a sobrevivência de nossos ancestrais, que sempre precisaram lidar com defesa e ataque. A Síndrome Geral de Adaptação ao Estresse era o processo pelo qual o homem primitivo costumava passar enquanto estava lidando com atividades básicas de sobrevivência.

Em outras palavras, esta Síndrome seria a capacidade cerebral de reconhecer um contexto de ameaça e, de forma espontânea, emitir impulsos que geram diversas reações químicas e fisiológicas, que possuem como objetivo principal otimizar o funcionamento de cada órgão do nosso organismo. Para que durante as ações de tomada de decisão, ou até de ações imediatas como lutar ou fugir, nós consigamos ter o máximo possível de eficiência.

Levando em conta todo este cenário biológico, o corpo humano, até hoje, continua possuindo as mesmas reações químicas e fisiológicas para situações estressantes. A única diferença são os tipos de episódios que nos levam a ficar estressados, como a pressão para cumprir prazos no trabalho, a ansiedade para um dia importante ou a pandemia da Covid-19. Você sabia que nosso organismo pode até estar preparado para lidar com todas estas condições de estresse, mas ele precisa de alternância com períodos de relaxamento, para que o equilíbrio hormonal seja recuperado?

Mas quais são os sintomas do estresse? 

  • Alteração constante de humor;
  • Hábitos que demonstram nervosismo, como por exemplo roer as unhas;
  • Mudanças bruscas no sono, que podem ser dormir muito ou pouco;
  • Tensão muscular;
  • Falta de apetite;
  • Problemas de atenção e memória;
  • Formigamentos;
  • Náuseas e tonturas;
  • Dores diárias no corpo, principalmente no peito;
  • Queda de cabelo.

Segundo uma pesquisa de 2014, feita pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress, o IPCS, em que cerca de 2.195 brasileiros adultos participaram, 34% deles relataram estresse extremo. Mas existem maneiras de controlar e até evitar o estresse. Você sabia?

Trouxemos cinco dicas práticas e diárias que podem melhorar e muito os seus níveis de estresse: 

  1. É importante que você tente descobrir de onde vem o seu estresse. Ao identificar isso, você estará mais perto de conseguir se organizar e tomar medidas necessárias e que podem ser importantíssimas para mudar a maneira como você se sente;
  2. Depois, é preciso que você entenda e considere o que pode ser mudado por você e que comece a trabalhar nisso;
  3. Achar atividades que você gosta pode ser um ponto decisor. Experimente começar por coisas que te fazem bem e que costumam ser gratificantes;
  4. Gerenciar o seu tempo também pode ser importante para que você alcance o objetivo de conseguir realizar todos os pontos acima;
  5. E por último, mas não menos importante, não se cobre tanto e nem fique tão preocupado em suprir todas as expectativas colocadas em cima de você.

O estresse acaba sendo uma reação inevitável para os seres humanos, ainda mais levando em conta o cenário em que estamos inseridos. Mas uma coisa é fato, se o estresse será um vilão ou não, isso é uma decisão sua. Tudo depende de como você reage e de quanto está colocando a inteligência emocional em prática.

O potencial da escola no desenvolvimento das competências socioemocionais

O potencial da escola no desenvolvimento das competências socioemocionais

Menino em um ambiente escolar, segurando um lápis e sorrindo para a frente.

 

Desenvolver habilidades socioemocionais em seus alunos pode fazer com que eles apresentem melhores resultados      

 por Hellen Barbosa

 

Os seres humanos são formados a partir das inúmeras características, do contexto em que vivem e da forma como estão inseridos no mundo ou em grupos sociais. Ou seja, todos os indivíduos devem ser percebidos e considerados levando em conta uma infinita multiplicidade de valores e suas competências socioemocionais. E a educação, cada vez mais, tem observado e explorado os estudantes em sua totalidade.

Para que uma instituição de ensino possa desenvolver a educação de forma integral é preciso que ela consiga enxergar, independente de sua linha pedagógica, os conteúdos e as práticas educativas de maneira tão importante quanto as competências socioemocionais.

As habilidades socioemocionais podem ser aprendidas, praticadas e ensinadas. Elas fazem parte da formação e do desenvolvimento integral dos seres humanos. Por isso é importante que nossas crianças tenham acesso a este tipo de metodologia. Todas estas competências são utilizadas em nosso cotidiano e em diversas situações da vida sem que a gente consiga perceber. Elas costumam integrar os processos que nós precisamos para aprender a conhecer, identificar, conviver, trabalhar e ser.

Ter acesso ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais dentro da grade curricular possibilita que nossas crianças desenvolvam atitudes e características para lidarem com qualquer tipo de emoção.

Dessa forma alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável vai parecer muito mais comum e espontâneo. Todo este conhecimento é capaz de assegurar a formação integral de cidadãos responsáveis e de exercer um papel ativo na sociedade. Mas para que o desenvolvimento de habilidades socioemocionais seja incorporado de maneira integral no ambiente escolar é fundamental que todos os professores considerem estes princípios no planejamento de suas aulas e atividades.

O ensino socioemocional e o cognitivo, quando desenvolvidos de maneira paralela no ambiente escolar, são eficientes a ponto de potencializar a capacidade dos alunos. Dessa forma, eles saem muito mais preparados para os desafios da vida, como também para todas as outras fases de suas trajetórias escolares e para o mercado de trabalho. 

Sem dizer que alunos com o socioemocional bem desenvolvido possuem maior motivação para aprender. Um ambiente escolar humanizado e com boas relações acaba facilitando também a aprendizagem. As crianças e adolescentes passam a compreender os conteúdos apresentados de maneira mais natural.

A educação socioemocional, presente na Base Nacional Comum Curricular, deve fazer parte dos currículos de todas as escolas do Ensino Básico brasileiro. Mas é bom lembrar que é preciso ir além do currículo. Competências socioemocionais precisam ser desenvolvidas na rotina, no dia a dia, nas relações e no posicionamento das escolas.

Gestor, você tem desenvolvido empatia em sua equipe?

Gestor, você tem desenvolvido empatia em sua equipe?

Entenda melhor como a empatia pode ajudar com melhores resultados para a sua equipe 

 

por Hellen Barbosa 

 

Empatia é a capacidade de compreender o outro de forma emocional e, segundo o relatório da Page Executive, está entre uma das dez tendências corporativas mais importantes para os próximos anos. E você sabia que essa característica pode ter um impacto direto na produtividade, lealdade e engajamento da equipe de colaboradores que você faz parte?

Isso mesmo, segundo uma pesquisa da Empathy Monitor, 77% dos profissionais presentes no mercado de trabalho estão dispostos a trabalhar por mais tempo, por exemplo, quando sentem que estão em um ambiente muito mais empático. Levando em consideração este cenário é fácil perceber que a figura do chefe que apenas “manda” e do colaborador que “obedece” já está mais do que ultrapassada, não é?

Por isso, a maioria das grandes empresas intensificaram suas buscas por profissionais cada vez mais humanizados. Além de humano, o líder do mercado de trabalho atual precisa valorizar as habilidades de seus colaboradores, além de se colocar no lugar deles em todas as situações do dia a dia, ajudando a superar as possíveis fraquezas destes profissionais e dando apoio para que ele possa se desenvolver e crescer profissionalmente.

Um levantamento feito pela Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, coloca o Brasil na 51º posição entre os países mais empáticos do mundo, sendo que 63 países foram analisados. Ou seja, estamos caminhando em passos lentos para sermos empáticos em um nível aceitável. Por isso, os gestores atuais precisam mudar, de forma comportamental, a relação de confiança que exercem sobre o seu time de colaboradores, se colocando no lugar de cada um.

Mas o que é preciso para se tornar um líder corporativo empático? 

  • Pratique o autoconhecimento: é importante que você e seus colaboradores se sintam importantes na equipe que fazem parte, promovendo assim, sensação de pertencimento para a equipe como um todo;
  • Dê e peça feedbacks: a transparência de poder dar e pedir feedbacks é fundamental para que uma equipe seja considerada empática;
  • Tenha uma equipe plural: cada vez mais o mundo pede, diariamente, por pluralidade. No mercado corporativo não é muito diferente, cada vez mais é preciso buscar abraçar a diversidade e pluralidade de diferentes grupos e ideias;
  • Capacite sua equipe: Investir em uma equipe competente é fundamental para o sucesso. Através do Super Cérebro Empresas é possível desenvolver habilidades socioemocionais que vão elevar o nível de especialização e empatia de sua equipe. Através de módulos que desenvolvem liderança, comunicação, criatividade, inovação, cooperação, flexibilidade e inteligência emocional. Características ligadas diretamente a empatia.

Um estudo desenvolvido pela Empathy Business com apoio da Harvard Business Review demonstrou que os dez maiores grupos corporativos da atualidade, entre eles o Facebook, Google e Linkedin, apresentam o maior índice de empatia, e consequentemente também registram duas vezes maior valorização no mercado do que as piores companhias classificadas pelo ranking. Ou seja, a empatia corporativa também traz impactos sólidos para os resultados da empresa, além de ser importantíssima para o bem estar dos colaboradores.

Por que o socioemocional é tão importante na volta às aulas?

Por que o socioemocional é tão importante na volta às aulas?

Menina com máscara contra a Covid-19 caminhando segurando a mão de seu pai.

Entenda a importância de desenvolver habilidades socioemocionais, previstas na BNCC, durante as aulas pós-pandemia 

por Hellen Barbosa

Desde quando a pandemia da Covid-19 começou, milhares de estudantes espalhados pelo Brasil, tiveram suas vidas transformadas. Desde março de 2020, as crianças não frequentam regularmente salas de aula e precisaram se adaptar ao provisório ensino a distância. Escolas e universidades também precisaram buscar maneiras de se adaptarem à uma nova forma de ensinar.

As principais discussões entre pais, autoridades governamentais e instituições de ensino estão, na maioria das vezes, se preocupando com as medidas de segurança contra o vírus – e destacamos aqui que este tópico é de grande importância e deve levar em consideração medidas responsáveis e que possam proteger nossas crianças em primeiro lugar sempre. Mas será que estas discussões também têm levado em consideração como nossas crianças estão se sentindo?

É importante lembrar que o Coronavírus trouxe inúmeras situações, que vão muito além da sala de aula, para a maioria das pessoas. Mesmo deixando de lado os dias mais rígidos de isolamento social, com a suspensão das aulas presenciais, por exemplo, os alunos voltaram para suas escolas com todos os conflitos causados pela quarentena. Serão inseguranças, medo de contaminação pelo vírus, luto pela morte de familiares e amigos, ansiedade, crise financeira e readaptação a novos hábitos e a uma nova rotina.

São graças a essas situações que é necessário acolher os estudantes e toda a comunidade escolar no que possa ter relação com as emoções, sentimentos e experiências vividas nos últimos meses. É neste momento que o desenvolvimento de habilidades socioemocionais se torna um aliado no período de volta às aulas e um diferencial para as escolas que aderirem e entenderem a importância deste movimento.

O que são habilidades socioemocionais?

Competências socioemocionais estão ligadas ao entendimento e gerenciamento de todo e qualquer sentimento ou emoção. Ou seja, são habilidades que acabam ultrapassando apenas o campo cognitivo e envolvem de forma muito mais profunda o lado emocional e psicológico dos seres humanos. Uma escola que desenvolve competências socioemocionais precisa, ao ensinar, levar em consideração, de forma primordial, a empatia e o respeito.

É preciso levar em consideração também que o desenvolvimento destas habilidades já está previsto na última atualização da Base Nacional Comum Curricular brasileira. Ou seja, desde o ano passado é preciso que todas as escolas que se encontram em território nacional assumam a responsabilidade de desenvolver este tipo de habilidade.

Existem inúmeras formas criativas e recursos que são capazes de  desenvolver habilidades socioemocionais. Pode ser através de atividades lúdicas, rodas de conversas, debates, experimentação ou até através de jogos, como fazemos aqui no Super Cérebro. É importante que nesta retomada da vida escolar ativa, pós-pandemia, as crianças consigam ser estimuladas a refletir sobre elas mesmas, sobre as relações com os outros que estão em sua volta, a pensar em estabelecer objetivos, saber tomar decisões e conduzir todas essas novas emoções, sensações e possíveis adversidades.

Pedagogia Afetiva: entenda a importância de adotar características que valorizem a relação entre professor e aluno

Pedagogia Afetiva: entenda a importância de adotar características que valorizem a relação entre professor e aluno

Saiba mais sobre a Pedagogia Afetiva, prevista pela Base Nacional Comum Curricular

Por Hellen Barbosa

Você sabia que o desenvolvimento de capacidades socioemocionais, como autonomia, responsabilidade, solidariedade, respeito, cidadania, sensibilidade e criatividade são valores previstos pela Base Nacional Comum Curricular, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio?

Instituições de ensino que costumam conseguir equilibrar as exigências acadêmicas, o afeto e a cooperação nas relações entre alunos e professores, conseguem obter êxito em potencializar o processo de aprendizagem de seus estudantes, fazendo-o ser muito mais significativo. Um ensino com foco em aspectos afetivos, mesclando qualidade social e emocional à qualidade científica, é o que vem fazendo a diferença no dia a dia de professores e alunos, sejam eles crianças, adolescentes, jovens ou adultos.

Esse processo é chamado de Pedagogia Afetiva e é muito valorizado por nós aqui do Super Cérebro. Vem com a gente para conhecer um pouco mais dos infinitos benefícios presentes em relações que valorizam o respeito e o afeto em ambientes educacionais humanizados. 

A Pedagogia Afetiva gera nos alunos competências socioemocionais que os preparam para situações cotidianas que acontecem do lado de dentro e de fora dos muros das escolas. Essas competências são as mesmas demandas procuradas pelo mercado de trabalho: conhecimento, transformação, autonomia, responsabilidade, sensibilidade e criatividade. Características presentes em profissionais emocionalmente equilibrados e preparados para os desafios do dia a dia. 

A Base Nacional Comum Curricular justifica que a preocupação envolvendo os processos afetivos entre professores e alunos, dentro das instituições de ensino, está relacionada ao desenvolvimento humano global, com toda a sua complexidade. Ou seja, durante o processo educacional de crianças e jovens deve-se ter como ponto de partida uma visão plural, promovendo uma educação voltada ao acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, levando em conta as singularidades e diversidades de cada um dos alunos envolvidos. 

Para implementar a Pedagogia Afetiva é preciso ter em mente que cada aluno faz parte de um cenário social diferente e enxerga a vida à sua própria maneira. Mas para que o professor consiga trabalhar a pedagogia do afeto dentro das salas de aula, ele precisa aprender a ver e a sentir as emoções de seus alunos. Essas habilidades podem ser desenvolvidas através de um programa de formação continuada, por exemplo, ou até mesmo através de livros e materiais que abordam esse assunto. 

A Pedagogia Afetiva busca o desenvolvimento das competências socioemocionais de cada um dos alunos em suas singularidades. Através do autoconhecimento, eles serão capazes de compreender melhor suas emoções e lidar com elas, de forma racional e inteligente, entendendo os pontos que podem ser melhorados. Conheça a capacitação socioemocional e o material didático do Super Cérebro!

É possível manter o equilíbrio mental durante o lockdown causado pela pandemia do Covid-19?

É possível manter o equilíbrio mental durante o lockdown causado pela pandemia do Covid-19?

“Educar a mente sem educar o coração não é educação” Aristóteles

Por Hellen Barbosa

Lidar com emoções tem se mostrado fundamental, principalmente em situações desafiadoras, como a pandemia do novo coronavírus. O mundo todo tem visto a quarentena como uma espécie de desafio global. O distanciamento social nos obriga a estar longe das pessoas que amamos. Além disso, empresas e escritórios do mundo todo estão passando por novas adaptações nos mais diversos setores de trabalho. Todos os dias, nos encontramos com notícias preocupantes e que podem desencadear e acentuar problemas como ansiedade e depressão. 

Porém, a maioria das pessoas não reconhece os próprios sentimentos e por isso acabam terceirizando a culpa. A tendência de querer eliminar o que é sentido também pode ser uma ação prejudicial. É necessário que um ser emocionalmente inteligente saiba reconhecer, lidar e trabalhar com os próprios sentimentos e emoções.

Levando em consideração o “novo normal”, forma com que algumas pessoas se referem ao cenário atual, ocasionado pelo novo coronavírus, com distanciamento social, relacionamentos mantidos apenas por meio da tecnologia e períodos longos em casa. Harvey Deutschendorf, autor de “O Outro Tipo de Inteligência”, afirma em seu livro que desenvolver a própria inteligência emocional não é complexo. Para ele, o desenvolvimento de algumas aptidões podem ser decisivas para ser alguém inteligente emocionalmente.  

A primeira delas é o autoconhecimento, que pode ser desenvolvido através da percepção de seus próprios sentimentos. Para a grande maioria das pessoas, é como se reconhecer os sentimentos pudesse atrapalhar o dia a dia. No entanto, perceber exatamente o que se está sentindo é importante para desenvolver a IE. Uma ação simples, e que pode fazer a diferença para este processo, é verbalizar o que está sentindo. Perceber quais emoções estão aflorando em você no momento, te coloca no controle delas e de você mesmo. 

Saber quando parar também é de suma importância. Muitas vezes perdemos o controle das emoções. Por isso, o melhor é que saibamos criar maneiras de parar e impedir que nossos sentimentos tomem conta das situações. Para isso, não existem fórmulas prontas, o que funciona para você pode não funcionar para o seu colega de trabalho ou para o seu vizinho, por exemplo. Pode ser que contar até 10 ou cantarolar uma música ajude. É importante achar o que funciona para o seu caso
A hora de dormir pode ser bem importante para o desenvolvimento da IE. É importante relembrar como foi seu dia e as interações que estabeleceu. Se algo deu errado, pense como evitar repetir este erro no futuro. E olhe para o desafio como uma oportunidade de entender como você reagiria dentro desta nova realidade. O distanciamento social traz obstáculos, mas a inteligência emocional pode ser fortalecida durante o lockdown e a pandemia do novo coronavírus.

Material Socioemocional do Grupo Super Cérebro chega para enriquecer a grade escolar em 2021

Conversamos com Renata Aguilar, autora do material, sobre o retorno das aulas e seus impactos para as crianças

Após meses de isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19, algumas creches e escolas da rede privada e pública de ensino retornaram parcialmente suas atividades nas últimas semanas. Entretanto, não se pode esperar que os alunos retornem às escolas da mesma maneira como saíram. É o que explica Renata Aguilar, professora e neuropsicopedagoga colaboradora do Super Cérebro, autora da coleção de apostilas Socioemocional do Grupo. “Eles estão muito fragilizados emocionalmente. Temos crianças com quadro depressivo devido às dificuldades que passaram em casa”, conta ela, que explica que tais dificuldades vão desde a angústia causada pelo distanciamento dos amigos, até a dor pela perda de entes queridos pela Covid-19.  

Pensando nesse contexto, é interessante entender que, embora a tecnologia tenha possibilitado o ensino remoto, ela não supriu a necessidade de socialização e interação que a escola fornece. Neste aspecto, o material Socioemocional pode ajudar no retorno às aulas. Renata é autora das apostilas do Super Cérebro, pautadas na BNCC, e buscou trazer para o Ensino Fundamental questões pertinentes da atualidade, como fake news, ciberbullying e respeito ao diferente. Nas apostilas do Ensino Médio, trouxe atividades de liderança com foco em projeto de vida, mirando no futuro profissional. Assim, essas apostilas semestrais chegarão às escolas em 2021, consolidadas como as mais atuais do segmento, contemplando as turmas da Educação Infantil até o Ensino Médio.

Renata relembra que é no ambiente escolar que as habilidades sociais são desenvolvidas, como independência, altruísmo, liderança, solução de problemas, pensamento crítico e tomada de decisões. Logo, as perdas de interação e socialização dos alunos durante o isolamento social pode ser um fator preocupante. A professora também observou que a escola precisa se atentar para não os sobrecarregar com deveres em excesso, pois a prioridade do momento não é pensar no prejuízo pedagógico, mas sim no emocional dos alunos. “Neste material, prezei por qualidade ao invés de quantidade. Montei atividades onde eles possam expressar suas emoções, sejam elas positivas ou negativas, e depois se autoavaliarem no final”, explica.

2020: perdas e ganhos na educação e no convívio familiar 

Para Renata, há dois perfis bem distintos de organização familiar. Tais configurações podem gerar perdas e ganhos para as crianças e adolescentes do futuro. O primeiro perfil, de longe o mais alarmante, se refere às famílias que costumam fazer tudo pelos filhos. Além de ajudá-los a se alimentar e a se vestir, esses pais também passaram a fazer as atividades escolares para os filhos, mascarando um possível deficit no aprendizado. “O antigo bilhete na agenda, dizendo que o filho não fez o dever porque teve dor de barriga, foi substituído por uma mensagem alegando que o Wi-Fi não está funcionando”, brinca a professora. Ao crescerem, essas crianças podem se tornar adultos incapazes de se manter em um emprego, tomar decisões, escolher uma universidade e entender os próprios sentimentos.

Já o segundo perfil se refere àqueles que, devido ao isolamento, aumentaram a participação na vida escolar dos filhos. Esses pais se viram no papel de professores, acompanhando as aulas digitais e verificando se as tarefas foram feitas. “Essa família teve um ganho fantástico”, explica Renata. “Dispor de meia hora por dia para estudar, brincar ou assistir TV com seu filho é muito benéfico e possibilita grande ganho emocional e cognitivo”.

Visto o inegável papel da família para a organização emocional das crianças, a professora sugere que todos considerem o que aconteceu em 2020 e façam uma transformação das suas emoções, amadurecendo-as. Para Renata, o ano foi e está sendo muito difícil para as crianças, pais e professores, que também não estavam preparados para enfrentar estes desafios. “Mas se você não estiver com suas emoções equilibradas, suas crianças se fragilizarão ainda mais”, conclui, aproveitando para citar Charles Darwin, em sua Teoria da Evolução: “Não são os mais fortes que sobrevivem, mas sim os que se adaptam às mudanças”.

Seis soft skills essenciais do mundo corporativo para desenvolver no dia a dia

Seis soft skills essenciais do mundo corporativo para desenvolver no dia a dia

O verdadeiro diferencial de um colaborador é a capacidade de transformar por meio de inteligência emocional, empatia e adaptabilidade

Para muitos especialistas, estamos vivendo o início da quarta revolução industrial (ou indústria 4.0), que prevê relevantes transformações na forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em um mundo onde as relações humanas estão cedendo espaço para a inteligência artificial e o conhecimento técnico se torna cada vez mais padronizado, o diferencial pode estar nas soft skills do profissional. Elas são competências humanas, habilidades como comunicação, pensamento estratégico, adaptabilidade e resiliência são algumas das mais citadas e requeridas nas empresas de todos os tipos e setores.

“O desenvolvimento de soft skills ainda representa uma grande oportunidade para ser explorada por organizações de todos os tamanhos. Não apenas pelo simples fato das habilidades socioemocionais serem tão importantes quanto bons conhecimentos técnicos, mas também pela possibilidade de aperfeiçoamento de competências específicas e de acordo com a estratégia e objetivos de cada organização”, explica Rodrigo Ladeira, diretor de marketing da rede de franquias Super Cérebro.

Com o objetivo de preencher essa lacuna de formação de profissionais, surge o Super Cérebro Empresas, programa de capacitação empresarial, com treze módulos para serem aplicados in-loco nas empresas interessadas, por um especialista capacitado e certificado. Se aplicado por completo, a capacitação chega a ter cerca de 120h, mas algumas dicas podem ajudar os profissionais e líderes a desenvolverem algumas das principais soft skills requeridas atualmente. Confira:

1- Liderança por Propósito – Um dos pontos mais importantes para quem quer ser líder é questionar as motivações para esse desejo ou aspiração e qual o propósito em liderar pessoas: é para ensinar, para desenvolver um projeto, é pelo salário ou para desenvolver pessoas e equipes? As respostas desses questionamentos apontam o legado que o profissional quer deixar. Além disso, um líder também precisa saber ouvir e ser humilde, reconhecer que pode ensinar bastante, mas que sempre existirá algo novo para se aprender, e nesse ponto entra a importância de se conectar com as pessoas com quem trabalha.

2 – Cooperação e Trabalho em Equipe – No mundo corporativo, o trabalho em equipe requer menos competitividade e mais colaboração para que todos possam alcançar um objetivo em comum, seja de um departamento ou da empresa como um todo. O importante é perceber que cada colaborador tem seu papel e que todos são importantes. Para isso, também é importante “estar disponível” e ajudar a equipe a crescer, colaborar com os outros mesmo em dúvidas pequenas, independentemente da grande quantidade de trabalho. A cooperação é pensar no todo e não individualmente, ter a empatia de se colocar no lugar do outro e ter o altruísmo e disponibilidade para compreender as necessidades dos outros e apoiá-los na solução de problemas.   

3 – Comunicação Interpessoal –Essa competência vai além da comunicação verbal. Para se comunicar efetivamente é preciso entender a necessidade do outro e apresentar a sua própria necessidade, exercitando a empatia. Mesmo pessoas tímidas podem se comunicar com eficiência, inclusive são capazes de desenvolver melhor a habilidade de observação e análise, enquanto a barreira da comunicação verbal e exposição pode ser vencida com o enfrentamento de pequenos desafios diários, como colocar suas próprias ideias e necessidades em uma reunião.

4 – Criatividade e Curiosidade – Criatividade é uma competência intrínseca a liberdade de realizar, se expressar, questionar e buscar novas possibilidades continuamente. Também é importante perder o medo de errar e arriscar na experimentação e espontaneidade. Nesse mesmo quesito entra a empatia novamente, para que seja possível pensar como o outro e exercitar o não julgamento, já que esse limita a possibilidade de criação e novidades.

5 – Pensamento Estratégico Conhecimento e investigação são as palavras-chaves do pensamento estratégico. Essa competência pode ser desenvolvida por meio de perguntas, pesquisa, busca por informações, quanto mais se questiona um assunto, mais será possível explorar a ideia e a situação em que está envolvida. Precisa ter uma visão sistêmica do processo: o que veio antes, o que está acontecendo e tentar prever o que virá depois. Só assim será possível enxergar as possibilidades e tomar a decisão mais assertiva.

6 – Fácil Adaptação e Flexibilidade – A dica básica é estar sempre aberto ao novo e entender que o mundo não vai parar de mudar, assim, ser um agente de mudança é requisito fundamental para todos os profissionais. Para isso é necessário eliminar de vez o “não posso”. Com o mundo sempre incerto, o profissional precisa de intuição para avaliar os riscos e arriscar nas mudanças. Agilidade e proatividade também são componentes importantes para a flexibilização e adaptabilidade.

No mundo corporativo, adaptabilidade e flexibilidade influenciam todas as outras competências. “O colaborador precisa estar aberto a mudanças para ser o protagonista quando a incerteza chega. Também é a adaptação que leva as empresas e os colaboradores a se autodesenvolverem para sempre estarem a par das novidades e ajudarem a conquistar um objetivo comum, independentemente do cenário atual”, completa Vanessa Lima, coordenadora pedagógica do Grupo Super Cérebro.

Interações reais e convívio familiar são essenciais para crianças, equilibrando o uso de tecnologias e telas

Interações reais e convívio familiar são essenciais para crianças, equilibrando o uso de tecnologias e telas

Por Renata Aguilar*

O cenário é comum para várias famílias com crianças pequenas: durante o jantar, os pais posicionam um tablet para a criança se distrair com um desenho animado enquanto come. Para deixá-las ainda mais imersas em atividades, joguinhos lotam a tela dos dispositivos móveis e as crianças estão cada dia mais vidradas na vida digital. A pandemia da Covid-19 coloca a família em uma nova dinâmica, com adultos em home office e as crianças em casa, demandando atenção a todo instante, com os pais criando maneiras de entreter as crianças para não interromperem durante o trabalho, solução que muitas vezes direciona diretamente para televisão, celular e tablets.

Mas a pandemia também abriu novas interações entre pais e filhos, que podem ser exploradas com mais empenho, como envolver a criança em atividades domésticas e reservar um tempo para brincar com os filhos longe das telas. É exatamente na infância e juventude que todos deveriam ser expostos, o máximo possível, a interações e experiências reais, é nessa idade que o desenvolvimento cerebral é mais intenso, e por isso experiências com o mundo são essenciais para a formação das funções executivas como memória, noção de volume, organização mental e também competências socioemocionais de empatia, respeito, convívio em sociedade, entre outras.

Historicamente, o papel do desenvolvimento de competências socioemocionais e funções executivas sempre foi da família. Observando os pais no jantar, colocando a mão na massa do pão, arrumando a mesa com talheres, colocando o pé no chão, brincando com brinquedos de formas e pesos diferentes, são diversos os estímulos do contexto familiar que as crianças usam para desenvolver capacidades motoras, de lógica e espaço. Considerando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que crianças não devem ser expostas a mídias digitais antes dos dois anos de idade, também é muito importante que os pais valorizem a experiência com a natureza pelo menos até os sete anos, mantendo o mundo digital ponderado para no máximo uma hora por dia.

 Porém, no contexto do mundo atual, os pais e responsáveis trabalham cada vez mais, seja em escritórios ou home office, e desde a mais tenra idade as crianças começam em creches e instituições de ensino. Com essa transformação, o papel de ensinar às crianças competências como empatia, respeito, convivência, confiança, criatividade foi parar dentro das escolas, que atualizam suas grades curriculares para que os jovens saiam da escola com uma formação completa nos aspectos didático e socioemocional.

O ensino de competências socioemocionais para a trajetória profissional é uma questão de sobrevivência e também de adaptabilidade. Para carreiras que ainda nem existem, o trabalhador do nosso século 21 precisa estar preparado para mudanças, precisa se adaptar facilmente a novas situações e precisa entender a responsabilidade dele com si próprio e com os outros, além de ter controle emocional.

Com a falta dessas competências socioemocionais, percebemos pessoas que não aceitam críticas, que argumentam e desafiam tudo que vai contra a verdade que criaram. Nativos da era tecnológica e redes sociais, os jovens também conhecem como ninguém a linguagem que faz uma publicação on-line alcançar milhares de pessoas. Se adicionarmos competências socioemocionais e gestão de emoções a essas qualidades intrínsecas dos jovens, a argumentação e a forte interação com a tecnologia, criaremos pessoas capazes de realmente transformar o mundo, que podem usar todos esses artifícios para realizar ações solidárias, pensar no seu papel em sociedade e sempre respeitar o outro.

O principal objetivo do desenvolvimento das competências socioemocionais é criar o sentimento de corresponsabilidade social, o “eu sou responsável pelo outro e pelas minhas atitudes que afligem os outros”. Os jovens precisam ser ensinados de que suas ações afetam as pessoas, precisam saber que emoções existem e não podem ser negligenciadas, e sim administradas. As novas regras da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) pretendem desenvolver as capacidades socioemocionais das crianças desde o início do Fundamental I até o término do Ensino Médio. O resultado que todos nós esperamos é que o estudante saia da escola capaz de olhar com respeito para a sociedade, para seus colegas, para sua família, e que desperte a vontade de melhorar a realidade em que vive.  

*Renata Aguilar é neuropsicopedagoga, educadora e colaboradora/desenvolvedora de conteúdo educacional para o Grupo Super Cérebro.

Você sabe o que é pensar fora da caixa?

Você sabe o que é pensar fora da caixa?

Pensamentos limitantes e engessados estão cada vez mais perdendo espaço no mercado

Uma expressão muito conhecida, principalmente no mundo corporativo, mas que basicamente significa expandir ao máximo a criatividade e abandonar padrões que limitam o pensamento. E é justamente esse perfil que o mercado profissional tem procurado nos últimos anos. Quem pensa fora da caixa não se prende a caminhos milimetricamente traçados sem dar a oportunidade de inovar e tomar outra direção quando se faz necessário.

Em um cenário globalizado e em constante evolução, é preciso se adaptar rapidamente às mudanças e ter a “expertise” de tomar decisões, resolver problemas e mudar completamente a estratégia de algo que estava pré-estabelecido, mas que, no decorrer do tempo foi perdendo o sentido.

Isso não quer dizer que não devemos seguir regras, desenvolver planejamentos e prever possíveis resultados de acordo com as estratégias e objetivos que temos na vida. Mas entender que precisamos ser flexíveis, caso os nossos planos não saiam conforme o estipulado. E que rebelar-se contra normas e abordagens tradicionais, às vezes, é justamente tomar o melhor caminho.

Hoje já não há mais espaço para pessoas engessadas e limitadas. Frases como “Mas isso está fora do planejado”, “Sempre foi feito assim, não tem porque mudar” ou “Isso saiu do previsto, agora não há o que fazer” apenas atrasam o crescimento de uma pessoa, seja em âmbito profissional ou não. É clichê dizer, mas o passo mais certeiro para começar a pensar fora da caixa é e sempre será a busca por conhecimento. É ler, estudar, conhecer casos de pessoas que agiram além do esperado e fizeram a diferença em seus projetos, e é também se desafiar sempre com situações inovadoras. Aumentar a bagagem do conhecimento é o que irá expandir a mente para caminhos de infinitas possibilidades.