O potencial da escola no desenvolvimento das competências socioemocionais

O potencial da escola no desenvolvimento das competências socioemocionais

Menino em um ambiente escolar, segurando um lápis e sorrindo para a frente.

 

Desenvolver habilidades socioemocionais em seus alunos pode fazer com que eles apresentem melhores resultados      

 por Hellen Barbosa

 

Os seres humanos são formados a partir das inúmeras características, do contexto em que vivem e da forma como estão inseridos no mundo ou em grupos sociais. Ou seja, todos os indivíduos devem ser percebidos e considerados levando em conta uma infinita multiplicidade de valores e suas competências socioemocionais. E a educação, cada vez mais, tem observado e explorado os estudantes em sua totalidade.

Para que uma instituição de ensino possa desenvolver a educação de forma integral é preciso que ela consiga enxergar, independente de sua linha pedagógica, os conteúdos e as práticas educativas de maneira tão importante quanto as competências socioemocionais.

As habilidades socioemocionais podem ser aprendidas, praticadas e ensinadas. Elas fazem parte da formação e do desenvolvimento integral dos seres humanos. Por isso é importante que nossas crianças tenham acesso a este tipo de metodologia. Todas estas competências são utilizadas em nosso cotidiano e em diversas situações da vida sem que a gente consiga perceber. Elas costumam integrar os processos que nós precisamos para aprender a conhecer, identificar, conviver, trabalhar e ser.

Ter acesso ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais dentro da grade curricular possibilita que nossas crianças desenvolvam atitudes e características para lidarem com qualquer tipo de emoção.

Dessa forma alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável vai parecer muito mais comum e espontâneo. Todo este conhecimento é capaz de assegurar a formação integral de cidadãos responsáveis e de exercer um papel ativo na sociedade. Mas para que o desenvolvimento de habilidades socioemocionais seja incorporado de maneira integral no ambiente escolar é fundamental que todos os professores considerem estes princípios no planejamento de suas aulas e atividades.

O ensino socioemocional e o cognitivo, quando desenvolvidos de maneira paralela no ambiente escolar, são eficientes a ponto de potencializar a capacidade dos alunos. Dessa forma, eles saem muito mais preparados para os desafios da vida, como também para todas as outras fases de suas trajetórias escolares e para o mercado de trabalho. 

Sem dizer que alunos com o socioemocional bem desenvolvido possuem maior motivação para aprender. Um ambiente escolar humanizado e com boas relações acaba facilitando também a aprendizagem. As crianças e adolescentes passam a compreender os conteúdos apresentados de maneira mais natural.

A educação socioemocional, presente na Base Nacional Comum Curricular, deve fazer parte dos currículos de todas as escolas do Ensino Básico brasileiro. Mas é bom lembrar que é preciso ir além do currículo. Competências socioemocionais precisam ser desenvolvidas na rotina, no dia a dia, nas relações e no posicionamento das escolas.

Por que o socioemocional é tão importante na volta às aulas?

Por que o socioemocional é tão importante na volta às aulas?

Menina com máscara contra a Covid-19 caminhando segurando a mão de seu pai.

Entenda a importância de desenvolver habilidades socioemocionais, previstas na BNCC, durante as aulas pós-pandemia 

por Hellen Barbosa

Desde quando a pandemia da Covid-19 começou, milhares de estudantes espalhados pelo Brasil, tiveram suas vidas transformadas. Desde março de 2020, as crianças não frequentam regularmente salas de aula e precisaram se adaptar ao provisório ensino a distância. Escolas e universidades também precisaram buscar maneiras de se adaptarem à uma nova forma de ensinar.

As principais discussões entre pais, autoridades governamentais e instituições de ensino estão, na maioria das vezes, se preocupando com as medidas de segurança contra o vírus – e destacamos aqui que este tópico é de grande importância e deve levar em consideração medidas responsáveis e que possam proteger nossas crianças em primeiro lugar sempre. Mas será que estas discussões também têm levado em consideração como nossas crianças estão se sentindo?

É importante lembrar que o Coronavírus trouxe inúmeras situações, que vão muito além da sala de aula, para a maioria das pessoas. Mesmo deixando de lado os dias mais rígidos de isolamento social, com a suspensão das aulas presenciais, por exemplo, os alunos voltaram para suas escolas com todos os conflitos causados pela quarentena. Serão inseguranças, medo de contaminação pelo vírus, luto pela morte de familiares e amigos, ansiedade, crise financeira e readaptação a novos hábitos e a uma nova rotina.

São graças a essas situações que é necessário acolher os estudantes e toda a comunidade escolar no que possa ter relação com as emoções, sentimentos e experiências vividas nos últimos meses. É neste momento que o desenvolvimento de habilidades socioemocionais se torna um aliado no período de volta às aulas e um diferencial para as escolas que aderirem e entenderem a importância deste movimento.

O que são habilidades socioemocionais?

Competências socioemocionais estão ligadas ao entendimento e gerenciamento de todo e qualquer sentimento ou emoção. Ou seja, são habilidades que acabam ultrapassando apenas o campo cognitivo e envolvem de forma muito mais profunda o lado emocional e psicológico dos seres humanos. Uma escola que desenvolve competências socioemocionais precisa, ao ensinar, levar em consideração, de forma primordial, a empatia e o respeito.

É preciso levar em consideração também que o desenvolvimento destas habilidades já está previsto na última atualização da Base Nacional Comum Curricular brasileira. Ou seja, desde o ano passado é preciso que todas as escolas que se encontram em território nacional assumam a responsabilidade de desenvolver este tipo de habilidade.

Existem inúmeras formas criativas e recursos que são capazes de  desenvolver habilidades socioemocionais. Pode ser através de atividades lúdicas, rodas de conversas, debates, experimentação ou até através de jogos, como fazemos aqui no Super Cérebro. É importante que nesta retomada da vida escolar ativa, pós-pandemia, as crianças consigam ser estimuladas a refletir sobre elas mesmas, sobre as relações com os outros que estão em sua volta, a pensar em estabelecer objetivos, saber tomar decisões e conduzir todas essas novas emoções, sensações e possíveis adversidades.

Pedagogia Afetiva: entenda a importância de adotar características que valorizem a relação entre professor e aluno

Pedagogia Afetiva: entenda a importância de adotar características que valorizem a relação entre professor e aluno

Saiba mais sobre a Pedagogia Afetiva, prevista pela Base Nacional Comum Curricular

Por Hellen Barbosa

Você sabia que o desenvolvimento de capacidades socioemocionais, como autonomia, responsabilidade, solidariedade, respeito, cidadania, sensibilidade e criatividade são valores previstos pela Base Nacional Comum Curricular, desde a Educação Infantil até o Ensino Médio?

Instituições de ensino que costumam conseguir equilibrar as exigências acadêmicas, o afeto e a cooperação nas relações entre alunos e professores, conseguem obter êxito em potencializar o processo de aprendizagem de seus estudantes, fazendo-o ser muito mais significativo. Um ensino com foco em aspectos afetivos, mesclando qualidade social e emocional à qualidade científica, é o que vem fazendo a diferença no dia a dia de professores e alunos, sejam eles crianças, adolescentes, jovens ou adultos.

Esse processo é chamado de Pedagogia Afetiva e é muito valorizado por nós aqui do Super Cérebro. Vem com a gente para conhecer um pouco mais dos infinitos benefícios presentes em relações que valorizam o respeito e o afeto em ambientes educacionais humanizados. 

A Pedagogia Afetiva gera nos alunos competências socioemocionais que os preparam para situações cotidianas que acontecem do lado de dentro e de fora dos muros das escolas. Essas competências são as mesmas demandas procuradas pelo mercado de trabalho: conhecimento, transformação, autonomia, responsabilidade, sensibilidade e criatividade. Características presentes em profissionais emocionalmente equilibrados e preparados para os desafios do dia a dia. 

A Base Nacional Comum Curricular justifica que a preocupação envolvendo os processos afetivos entre professores e alunos, dentro das instituições de ensino, está relacionada ao desenvolvimento humano global, com toda a sua complexidade. Ou seja, durante o processo educacional de crianças e jovens deve-se ter como ponto de partida uma visão plural, promovendo uma educação voltada ao acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, levando em conta as singularidades e diversidades de cada um dos alunos envolvidos. 

Para implementar a Pedagogia Afetiva é preciso ter em mente que cada aluno faz parte de um cenário social diferente e enxerga a vida à sua própria maneira. Mas para que o professor consiga trabalhar a pedagogia do afeto dentro das salas de aula, ele precisa aprender a ver e a sentir as emoções de seus alunos. Essas habilidades podem ser desenvolvidas através de um programa de formação continuada, por exemplo, ou até mesmo através de livros e materiais que abordam esse assunto. 

A Pedagogia Afetiva busca o desenvolvimento das competências socioemocionais de cada um dos alunos em suas singularidades. Através do autoconhecimento, eles serão capazes de compreender melhor suas emoções e lidar com elas, de forma racional e inteligente, entendendo os pontos que podem ser melhorados. Conheça a capacitação socioemocional e o material didático do Super Cérebro!

Material Socioemocional do Grupo Super Cérebro chega para enriquecer a grade escolar em 2021

Conversamos com Renata Aguilar, autora do material, sobre o retorno das aulas e seus impactos para as crianças

Após meses de isolamento social provocado pela pandemia da Covid-19, algumas creches e escolas da rede privada e pública de ensino retornaram parcialmente suas atividades nas últimas semanas. Entretanto, não se pode esperar que os alunos retornem às escolas da mesma maneira como saíram. É o que explica Renata Aguilar, professora e neuropsicopedagoga colaboradora do Super Cérebro, autora da coleção de apostilas Socioemocional do Grupo. “Eles estão muito fragilizados emocionalmente. Temos crianças com quadro depressivo devido às dificuldades que passaram em casa”, conta ela, que explica que tais dificuldades vão desde a angústia causada pelo distanciamento dos amigos, até a dor pela perda de entes queridos pela Covid-19.  

Pensando nesse contexto, é interessante entender que, embora a tecnologia tenha possibilitado o ensino remoto, ela não supriu a necessidade de socialização e interação que a escola fornece. Neste aspecto, o material Socioemocional pode ajudar no retorno às aulas. Renata é autora das apostilas do Super Cérebro, pautadas na BNCC, e buscou trazer para o Ensino Fundamental questões pertinentes da atualidade, como fake news, ciberbullying e respeito ao diferente. Nas apostilas do Ensino Médio, trouxe atividades de liderança com foco em projeto de vida, mirando no futuro profissional. Assim, essas apostilas semestrais chegarão às escolas em 2021, consolidadas como as mais atuais do segmento, contemplando as turmas da Educação Infantil até o Ensino Médio.

Renata relembra que é no ambiente escolar que as habilidades sociais são desenvolvidas, como independência, altruísmo, liderança, solução de problemas, pensamento crítico e tomada de decisões. Logo, as perdas de interação e socialização dos alunos durante o isolamento social pode ser um fator preocupante. A professora também observou que a escola precisa se atentar para não os sobrecarregar com deveres em excesso, pois a prioridade do momento não é pensar no prejuízo pedagógico, mas sim no emocional dos alunos. “Neste material, prezei por qualidade ao invés de quantidade. Montei atividades onde eles possam expressar suas emoções, sejam elas positivas ou negativas, e depois se autoavaliarem no final”, explica.

2020: perdas e ganhos na educação e no convívio familiar 

Para Renata, há dois perfis bem distintos de organização familiar. Tais configurações podem gerar perdas e ganhos para as crianças e adolescentes do futuro. O primeiro perfil, de longe o mais alarmante, se refere às famílias que costumam fazer tudo pelos filhos. Além de ajudá-los a se alimentar e a se vestir, esses pais também passaram a fazer as atividades escolares para os filhos, mascarando um possível deficit no aprendizado. “O antigo bilhete na agenda, dizendo que o filho não fez o dever porque teve dor de barriga, foi substituído por uma mensagem alegando que o Wi-Fi não está funcionando”, brinca a professora. Ao crescerem, essas crianças podem se tornar adultos incapazes de se manter em um emprego, tomar decisões, escolher uma universidade e entender os próprios sentimentos.

Já o segundo perfil se refere àqueles que, devido ao isolamento, aumentaram a participação na vida escolar dos filhos. Esses pais se viram no papel de professores, acompanhando as aulas digitais e verificando se as tarefas foram feitas. “Essa família teve um ganho fantástico”, explica Renata. “Dispor de meia hora por dia para estudar, brincar ou assistir TV com seu filho é muito benéfico e possibilita grande ganho emocional e cognitivo”.

Visto o inegável papel da família para a organização emocional das crianças, a professora sugere que todos considerem o que aconteceu em 2020 e façam uma transformação das suas emoções, amadurecendo-as. Para Renata, o ano foi e está sendo muito difícil para as crianças, pais e professores, que também não estavam preparados para enfrentar estes desafios. “Mas se você não estiver com suas emoções equilibradas, suas crianças se fragilizarão ainda mais”, conclui, aproveitando para citar Charles Darwin, em sua Teoria da Evolução: “Não são os mais fortes que sobrevivem, mas sim os que se adaptam às mudanças”.

Interações reais e convívio familiar são essenciais para crianças, equilibrando o uso de tecnologias e telas

Interações reais e convívio familiar são essenciais para crianças, equilibrando o uso de tecnologias e telas

Por Renata Aguilar*

O cenário é comum para várias famílias com crianças pequenas: durante o jantar, os pais posicionam um tablet para a criança se distrair com um desenho animado enquanto come. Para deixá-las ainda mais imersas em atividades, joguinhos lotam a tela dos dispositivos móveis e as crianças estão cada dia mais vidradas na vida digital. A pandemia da Covid-19 coloca a família em uma nova dinâmica, com adultos em home office e as crianças em casa, demandando atenção a todo instante, com os pais criando maneiras de entreter as crianças para não interromperem durante o trabalho, solução que muitas vezes direciona diretamente para televisão, celular e tablets.

Mas a pandemia também abriu novas interações entre pais e filhos, que podem ser exploradas com mais empenho, como envolver a criança em atividades domésticas e reservar um tempo para brincar com os filhos longe das telas. É exatamente na infância e juventude que todos deveriam ser expostos, o máximo possível, a interações e experiências reais, é nessa idade que o desenvolvimento cerebral é mais intenso, e por isso experiências com o mundo são essenciais para a formação das funções executivas como memória, noção de volume, organização mental e também competências socioemocionais de empatia, respeito, convívio em sociedade, entre outras.

Historicamente, o papel do desenvolvimento de competências socioemocionais e funções executivas sempre foi da família. Observando os pais no jantar, colocando a mão na massa do pão, arrumando a mesa com talheres, colocando o pé no chão, brincando com brinquedos de formas e pesos diferentes, são diversos os estímulos do contexto familiar que as crianças usam para desenvolver capacidades motoras, de lógica e espaço. Considerando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que crianças não devem ser expostas a mídias digitais antes dos dois anos de idade, também é muito importante que os pais valorizem a experiência com a natureza pelo menos até os sete anos, mantendo o mundo digital ponderado para no máximo uma hora por dia.

 Porém, no contexto do mundo atual, os pais e responsáveis trabalham cada vez mais, seja em escritórios ou home office, e desde a mais tenra idade as crianças começam em creches e instituições de ensino. Com essa transformação, o papel de ensinar às crianças competências como empatia, respeito, convivência, confiança, criatividade foi parar dentro das escolas, que atualizam suas grades curriculares para que os jovens saiam da escola com uma formação completa nos aspectos didático e socioemocional.

O ensino de competências socioemocionais para a trajetória profissional é uma questão de sobrevivência e também de adaptabilidade. Para carreiras que ainda nem existem, o trabalhador do nosso século 21 precisa estar preparado para mudanças, precisa se adaptar facilmente a novas situações e precisa entender a responsabilidade dele com si próprio e com os outros, além de ter controle emocional.

Com a falta dessas competências socioemocionais, percebemos pessoas que não aceitam críticas, que argumentam e desafiam tudo que vai contra a verdade que criaram. Nativos da era tecnológica e redes sociais, os jovens também conhecem como ninguém a linguagem que faz uma publicação on-line alcançar milhares de pessoas. Se adicionarmos competências socioemocionais e gestão de emoções a essas qualidades intrínsecas dos jovens, a argumentação e a forte interação com a tecnologia, criaremos pessoas capazes de realmente transformar o mundo, que podem usar todos esses artifícios para realizar ações solidárias, pensar no seu papel em sociedade e sempre respeitar o outro.

O principal objetivo do desenvolvimento das competências socioemocionais é criar o sentimento de corresponsabilidade social, o “eu sou responsável pelo outro e pelas minhas atitudes que afligem os outros”. Os jovens precisam ser ensinados de que suas ações afetam as pessoas, precisam saber que emoções existem e não podem ser negligenciadas, e sim administradas. As novas regras da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) pretendem desenvolver as capacidades socioemocionais das crianças desde o início do Fundamental I até o término do Ensino Médio. O resultado que todos nós esperamos é que o estudante saia da escola capaz de olhar com respeito para a sociedade, para seus colegas, para sua família, e que desperte a vontade de melhorar a realidade em que vive.  

*Renata Aguilar é neuropsicopedagoga, educadora e colaboradora/desenvolvedora de conteúdo educacional para o Grupo Super Cérebro.

Toda criança passa por uma fase egoísta

Toda criança passa por uma fase egoísta

Observação e mudança de comportamento dos pais podem ajudar a minimizar atitudes egoístas das crianças

Algo que os pais têm que lidar no decorrer do desenvolvimento dos seus filhos é a fase do egocentrismo, que pode ocorrer em diferentes períodos da infância. Não emprestar os brinquedos, não se importar com o sentimento do outro, pensar que tudo deve ser do jeito que eles pensam e que, quando contrariados, podem ter atitudes rebeldes para alcançar o que desejam.

Essa fase é certa, todo pai e mãe vai passar por ela. A questão é como lidar com a situação e fazer com o que a criança aprenda e, com o tempo, diminua essas atitudes. Por isso é importante que os pais fiquem sempre ligados quando esses momentos de egoísmo ocorrerem, e estarem de prontidão, sempre que possível, para corrigir os erros.

A perda em um jogo, ter que dividir um lanche, esperar a vez do outro, seguir regras de comportamento, são situações comuns que ocorrem e que podem ser oportunidades reais para desenvolver o aprendizado nos pequenos. Cabe até mesmo aos responsáveis, algumas vezes, criarem esses momentos justamente para estimular o ato de cooperação na criança.

Além disso, um fator essencial que a família deve levar em consideração é o seu próprio comportamento. Afinal, em algumas fases da infância, os filhos replicam tudo o que veem em casa. O que observam nos pais, tomam, não com o entendimento de certo ou errado, mas simplesmente como “eu posso fazer porque meu pai faz” e não se importam com o resultado ou a quem possa atingir. Evitar tais atitudes perto deles e até mesmo fazer o oposto, dando exemplo com ações positivas, pode ajudá-los a entender e repetir, mas em algo que realmente é permitido.

Evitar o egocentrismo de uma forma divertida

Outra maneira de trabalhar essa fase do “é meu, eu posso e eu faço o que eu quiser” é mostrar para as crianças como cooperar, dividir e respeitar os direitos e diferenças dos outros podem ser ações divertidas. Jogos de tabuleiro são grandes aliados nessa construção de personalidade cooperativa da criança. Com alguns jogos que estimulam o companheirismo e reforçam a importância de cada um na partida, sejam eles por um objetivo comum ou até mesmo os que exigem apenas um ganhador, as crianças podem aprender que não devem ser egoístas. E por fim, começarem, de maneira natural, a levar essas ações para o dia a dia.